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APED Retail Summit: Um futuro de sucesso

Partilhar o futuro e as ferramentas, estratégias e formas de trilhar um caminho de sucesso foi o enfoque do APED Retail Summit, que decorreu no Museu do Oriente, a 8 e 9 de maio. Esta iniciativa, organizada pela APED, contou com a participação de oradores de referência nacionais e internacionais e mais de 300 participantes, que fizeram desta edição um verdadeiro sucesso.

Geopolítica e impacto na economia, estratégias do retalho, novos consumidores e liderança em destaque no primeiro dia

A geopolítica mundial, as estratégias de negócio do retalho, o consumidor do futuro e a liderança e recursos humanos foram os destaques do primeiro dia do APED Retail Summit.

Com início da sessão marcada pela mensagem do Presidente da República e pela intervenção do Secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Ferreira, a manhã deste dia foi marcada pelo debate sobre as questões geopolíticas, com Francisco Seixas da Costa a iniciar esta discussão. O embaixador e antigo Secretário de Estado dos Assuntos Europeus defendeu a importância de uma aliança entre os EUA e a Europa, destacando que “o poder à escala global não existe de forma individual”.

Seguiu-se a mesa-redonda “Nova (des)ordem mundial”, moderada por Pedro Santos Guerreiro, diretor do Expresso, na qual foram abordados os desafios que a Europa poderá enfrentar no que diz respeito ao comércio global. Para Paulo de Almeida Santos, consultor político do Presidente da República, “existe hoje uma disrupção global que ameaça a Europa como uma fonte de comércio global e comércio livre”. Por sua vez, Margarida Marques, deputada e Secretária de Estado dos Assuntos Europeus entre 2015 e 2017, defendeu a importância da globalização, e acredita que a Europa “tem capacidade de agir nas negociações comerciais”, o que permite “regular a globalização nas trocas comerciais”.

O papel dos millenials nas organizações foi o destaque da intervenção de Nadim Habib, Professor na Nova School of Business & Economics. O catedrático realçou o papel cada vez mais relevante que esta geração tem na organização das empresas, afirmando que “o que está a acontecer é que estamos a tornar as organizações mais lentas e menos ágeis. A solução é libertar mais os seniores e repartir o poder de tomada de decisão”.

Já no painel que contou com a colaboração da Global Shapers foram abordados temas como a importância do balanço entre vida pessoal e profissional para os millenials. Inês Relvas afirmou que “deve haver mais flexibilidade de horário”, enquanto João Freire de Andrade referiu acreditar que “vai haver substituição direta de pessoas”, e que espera ser possível atingir “um equilíbrio de forças direcionado para criar o bem-estar a população”. Já Catarina Reis de Carvalho defendeu que os millenials “devem começar a exigir o que querem e precisam”.

Os painéis da tarde dedicaram-se exclusivamente ao futuro do retalho em diferentes perspetivas. Micael Dahlén, professor na Stockholm School of Economics e perito em consumer behavior, abordou a dependência dos consumidores em tecnologia e informação. O especialista introduziu ainda o termo “infocondríaco”, reiterando que “consumimos cada vez mais informação, e quanto mais informação retemos mais dúvidas temos”.

Paul do Forno, managing director na Deloitte Digital, mencionou a tecnologia como uma peça-chave na relação que a marca deve criar com o consumidor. Como utilizar a tecnologia para criar experiências dentro de loja é, para o especialista, o desafio do futuro para os retalhistas. Opinião que é também partilhada por Ignacio Marcos, partner da McKinsey, que adianta ainda a sua visão para as lojas do futuro: devem ser dinâmicas, ir ao encontro de todas as necessidades do consumidor e trabalhar o digital e o físico como uma única entidade.

James Bellini, historiador do futuro, acredita que a “tecnologia disruptiva” será a principal característica das lojas do futuro. A utilização da realidade aumentada, o reaparecimento dos mercados locais e lojas especializadas, e o serviço e experiência como o foco total das lojas, são algumas das características que o historiador do futuro prevê para os próximos anos.

Esta tarde foi encerrada com a apresentação de Chris Roebuck, Visiting Professor de Liderança Transformacional na Cass Business School London, que abordou a importância da liderança num novo ecossistema laboral. Para o especialista, a liderança assenta numa relação de simbiose entre liderança, capacidade e confiança.

Sustentabilidade e Meios de Pagamento em foco no segundo dia

O segundo dia do APED Retail Summit contou com especialistas das mais diversas áreas a destacarem a importância da sustentabilidade no setor da distribuição e as novas formas de pagamento.

João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente, deu início à sessão e distinguiu o papel da APED relativamente às necessidades dos consumidores e do planeta.

Bertrand Piccard, iniciador e Chairman da Solar Impulse Foundation, debateu a importância de mudar os paradigmas sociais como forma de atingir qualquer objetivo. Para tal, partilhou a sua experiência naquele que foi o seu maior desafio: criar um avião movido a energia solar, com o objetivo de promover tecnologias que ajudem a preservar os recursos naturais do nosso planeta. O explorador sublinhou a importância de nos “libertarmos de todos os paradigmas para abrirmos a mente a novos desafios”. “Temos de nos comprometer totalmente, senão e fácil desistirmos”, afirmou o aeronauta.

As novas formas de pagamento estiveram também em destaque no último dia do APED Retail Summit.  Os desafios provenientes das novas formas de pagamento foram debatidos por Ricardo Chaves, diretor comercial da SIBS, que afirmou que a desmaterialização do pagamento implica a integração no processo de compra. Sebastião de Lancastre, CEO da Easypay, acredita que é necessário “redesenhar todos os processos” de pagamento.  A posição do Banco de Portugal, partilhada por Maria Tereza Cavaco, Diretora Adjunta do Departamento de Sistemas de Pagamentos, é de aconselhamento aos consumidores sobre os riscos desta forma de pagamento. “A bitcoin não pode ser ainda considerada uma moeda, por não ter as características necessárias. (…) Não havendo regulação o banco não pode fazer mais nada”. Para Paula Antunes da Costa, Diretora Geral da Visa em Portugal, a tecnologia das criptomoedas “tem muito potencial”, embora acarrete alguns riscos, como as fraudes e a insegurança.

Os desafios da economia e política internacionais nas áreas da energia, inovação e sustentabilidade estiveram em destaque na intervenção do convidado especial Ernest Moniz. O Secretário da Energia da presidência Obama discutiu um futuro de “baixo carbono”, as emissões excessivas de dióxido de carbono na atmosfera e os esforços que Portugal tem feito para estar na vanguarda das energias renováveis. Ernest Moniz concluiu a sua intervenção abordando as três ações que considera serem necessárias para atingir um futuro mais sustentável: eficiência energética, descarbonização e eletrificação em vários setores, nomeadamente os transportes.

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